segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

ANATOMIA E FISIOLOGIA INTERNAS DOS INSETOS - APARELHO RESPIRATÓRIO

 ANATOMIA E FISIOLOGIA INTERNAS DOS INSETOS - APARELHO RESPIRATÓRIO


1. APARELHO RESPIRATÓRIO

    A respiração dos insetos ocorre através de um sistema traqueal, diferencial de acordo com o habitat do inseto (terrestre ou aquático). O ar penetra e é eliminado pelo mesmo sistema ou em grande parte pelo tegumento. O oxigênio é obtido da atmosfera e é canalizado nos tubos para alcançar os tecidos, onde é utilizado numa solução aquosa. Em insetos aquáticos e endoparasitos a respiração assume outras variações.

  1.1 SISTEMA TRAQUEAL

    O sistema traqueal é constituído pelos espiráculos, que são estruturas por onde penetra o ar oxigenado; Traquéias e traquéolas que são condutos de ar; sacos aéreos que funcionam como reservatórios de ar. 

    Os espiráculos que se localizam no tórax e no abdome, permitem que ocorra a troca gasosa e são o local mais importante de perda de água. Normalmente os insetos possuem espiráculos em pares. Um espiráculo funcional é formado por: 

- Peritrema: esclérito anelar

- Átrio ou vestíbulo: região especializada que leva à abertura do espiráculo. Sua parede é provida de pelos que auxiliam a reduzir a perda de água e previne a entrada de corpos estranhos como poeira e outras partículas para o interior da traquéia e o aparelho de oclusão


- Aparelho de oclusao: possui um ou mais músculos associados à partes cuticulares que, ao fechar a abertura externa do espiráculo, impede a perda excessiva de vapor d'água.


    De acordo com o número e arranjo dos espiráculos funcionais, é possível classificar os sistemas respiratórios como: 

- Halopnêutico: estão presentes 10 pares funcionais nos segmentos citados. Ex.: Gafanhotos.

- Hemipnêustico: um ou mais pares de espiráculos não são funcionais. São subdivididos em: 

        - Peripneustico: quando estão abertos os espiráculos protoráxicos e abdominais e os do                               metatóraxfechados, como nas lagartas e Hymenoptera.

        - Propnêustico: quando somente os espiráculos protoráxicos estão abertos, como em pupas de                    pernilongos.

         - Anfipnêustico: quando somente estão abertos os espiráculos protoráxicos e abdominais                            posteriores como na maioria das larvas de dípteros. 

         - Metapnêustico: quando somente o último par abdominal está aberto, como nas larvas de                         Culcidae.

- Apnêustico: Não possui espiráculoas funcionais, sendo totalmente fechado, entrando o ar apenas por difusão através da superfície do corpo.

- Hipopnêustico: um ou mais pares de espiráculos desaparecem completamente havendo entretanto alguns pares funcionais como nos tripes. 


    As traquéias são tubos elásticos que possuem uma cobertura chamada endotraquéia ou íntima, que é engrossada para formar uma estrutura especial, cahamada tenídia. A tenídia tem formato espiral que permite a livre passagem do ar. A endoderme cobre a tenídia e a membrana basal é a camada mais externa da traquéia. 

    As traquéolas são as últimas ramificações do sistema traqueal. No interior delas contém um líquido conhecido por fluído traqueolar que penetra nas células para transportar oxigênio. 

    Os sacos aéreos são partes da traquéia dilatados em várias partes do corpo para formar vesículas de paredes finas. A principal função dos sacos aéreos são aumentar o volume de ar oxigenado que é tomado quando são feitos os movimentos respiratórios.


1.2 VENTILAÇÃO

    É o processo em que o ar é levado no sistema traqueal e circulado pelo corpo.

  •  Ventilação direta: 

         Compreende a circulação de ar nas traquéias em três fases. São as três fases:

      - Aspiração: O ar é admitido no sistema traqueal, alcançando apenas os grandes troncos. 

      - Compresão: músculos abdominais promovem o achatamento, retração e expansão dorsoventral. O          ar vai enchendo os sacos aéreos que se expandem devido ao aumento momentâneo de pressão.

      -  Expiração: O ar é expelido pelos espiráculos posteriores e o gás carbônico resultante do metabolismo celular 


  • Ventilação indireta: 
    Ocorre nas traquéolas através do fluído traqueolar , onde o oxigênio é absorvido.        














    

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

ANATOMIA E FISIOLOGIA INTERNA DOS INSETOS - SISTEMA CIRCULATÓRIO

1. ANATOMIA E FISIOLOGIA INTERNA DOS INSETOS - SISTEMA CIRCULATÓRIO


    O sistema circulatório dos insetos atua como um meio de trocas químicas entre os órgãos do corpo, funcionando no transorte de materiais nutritivos , produtos de excreção, hormônios etc. O meio circulante se chama hemolinfa e funciona também como fluido hidráulico para transmissão e manutenção da pressão do sangue durante a eclosão e a ecdise por exemplo. 


1.1 ESTRUTURA GERAL DO APARELHO CIRCULATÓRIO

    O aparelho circulatório consta do vaso dorsal e dos órgãos pulsáteis acessórios. O vaso dorsal apresenta um tubo simples, fechado em sua extremidade anterior, formado por fibras musculares envolvidas por uma cobertura de tecido fibroso. O vaso se estende por todo o corpo do inseto e é comumente dividido em duas partes: a posterior, o coração e a anterior, a aorta. O coração é composto por várias câmaras, que aparecem em consequência da presença de válvulas ostiolares. Essas válvulas impedem a volta da hemolinfa do vaso dorsal para a cavidade geral do corpo. A aorta não possui propriedades de contração e se abre diretamente na cabeça, sendo o cérebro livremente banhado pela hemolinfa. Através dos órgãos pulsáteis acessórios do aparelho circulatório é possível a circulação da hemolinfa que irriga os apêndices como antenas, asas e pernas. 



    



ANATOMIA E FISIOLOGIA INTERNA DOS INSETOS - APARELHO DIGESTIVO E SISTEMA DE EXCREÇÃO

ANATOMIA E FISIOLOGIA INTERNA DOS INSETOS - APARELHO DIGESTIVO E SISTEMA DE EXCREÇÃO


1. APARELHO DIGESTIVO E SISTEMA DE EXCREÇÃO

    Quando falamos de sistema digestivo logo relacionamos com a alimentação. No mundo dos insetos há uma grande diversidade de alimentos e cada espécie tem um hábito diferente. Os insetos podem se alimentar de folhas, frutos, madeira, xilema, lã, penas de aves etc., para obter as fontes energéticas (carboidratos, proteínas, lipídeos e vitaminas essenciais). Os insetos com aparelho bucal picador- sugador, e lambedor, se alimentam de líquidos como o xilema das plantas néctar, sangue de animais, entre outros já insetos com aparelho bucal mastigador se alimentam de sólidos como matéria orgânica (madeira, excremento de outros animais, resto de alimentos humanos, frutas, folhas...etc.). Assim como há diferenciação no aparelho bucal, dependendo do tipo de substrato que o inseto consome, também há adaptações no sistema digestivo. 


1.1 ESTRUTURA GERAL DO APARELHO  DIGESTIVO 

    Insetos que se alimentam de sólidos apresentam um tubo digestivo largo, reto e curto com musculatura desenvolvida e obviamente com proteção contra ferimentos mecânicos. Insetos que se alimentam de líquidos tem tubo digestivo longo, estreito e com dobras para permitir o máximo de contato com o alimento líquido e nesse caso não há proteção contra ferimentos. A maior especialização de insetos que se alimentam de seiva de plantas é a câmara-filtro, um estrutura que retira o excesso de água para concentrar os nutrientes e substâncias ingeridas antes da digestão, presentes em insetos da ordem Hemiptera (cigarras e cigarrinhas). 

    O tubo digestivo ou canal alimentar percorre o corpo do insto no sentido longitudinal até o ânus. O tubo digestivo é dividido em estomodeu, proctodeu e mesêntero, sendo que o mesêntero e o estomodeu são separados pela válvula cardíaca e o mesêntero  e o proctodeu são separados pela válvula pilórica. 

    O estomodeu se inicia na cavidade oral e termina na vávula cardíaca e é dividido em faringe, esôfago e papo ou inglúvio onde o alimento é armazenado por algum tempo e sofre as primeiras transformações sob ação de enzimas digestivas. Ainda no estomodeu, o papo se liga ao proventrículo ou moela, uma porção um pouco dilatada com rugas ou dentes quitinosos que conferem a função trituradora, muito importante para os insetos mastigadores. A válvula cardíaca que separa estomodeu de mesêntero impede que o alimento retorne. Os músculos presentes no estomodeu exercem movimentos de contração, chamados de peristálticos que auxiliam no processo de digestão.

    O mesêntero possui duas porções: o ventrículo, que lembra um saco alongado ou um tubo e os cecos gástricos que são estruturas no formato de bolsas. No ventrículo a digestão iniciada no estomodeu se completa, com ação ezimática, quase todos os nutrientes são assimilados . Os cecos gástricos são divertículos que mantém bactérias e microrganismos de tubo digestivo produtores de enzimas, vitaminas etc. O mesêntero termina na vávula pilórica que se comunica com o proctodeu, última porção do tubo digestivo. Assim como no estomodeu os músculos desempenham papel importante na digestão, direcionando os alimentos para o proctodeu através de movimentos peristálticos. 

    O proctodeu é a parte posterior do tubo digestivo,inicia-se após a válvula pilórica e termina no ânus, por onde os excrementos são eliminados. O proctodeu é dividido em íleo, reto e ânus. No reto localizam-se as glândulas retais, que reabsorvem água e nutrientes antes do excremento ser evacuado. A reabsorção de água é essencial para a sobrevivência dos insetos terrestres, que muitas vezes vivem em ambientes que tem pouca disponibilidade de água. As 3 camadas de músculos presentes no proctodeu, favorecem a evacuação. 

    Os tubos de Malpighi são os principais órgãos de excreção dos insetos. São muito finos e possuem a extremidade fechada e a basal aberta, em contato com a parte anterior do proctodeu. Eles tem função excretora, atuando como reguladores da composição da hemolinfa, de forma semelhante a que os rins dos mamíferos desempenham, retirando produtos metabólicos como sais e resíduos nitrogenados na forma de ácido úrico. A excreção de ácido úrico é adaptada as necessidades de conservação de água nos insetos, pois é eliminado na forma sólida.  




ANATOMIA INTERNA E FISIOLOGIA DOS INSETOS - TEGUMENTO E ECDISE

 1. ANATOMIA INTERNA E FISIOLOGIA - TEGUMENTO E ECDISE 

A anatomia interna e fisiologia explicam a forma e o funcionamento dos órgãos, sistemas e aparelhos. Para compreender anatomia e fisiologia, estuda-se o tegumennto, aparelho digestivo e sistema de excreção, aparelho circulatório, respiratório, reprodutor, nervoso, órgãos sensoriais, sistema muscular e glandular. 


1.1 TEGUMENTO OU EXOESQUELETO

    Serve de interface entre o inseto e o meio ambiente. As principais funções do tegumento são: promover proteção  mecânica, química e biológica, evitar peda excessiva de água, possibilitar sustentação de músculos e órgãos e servir de ponto de ligação às pernas, asas e demais apêndices. 


1.2 ESTRUTURA GERAL DO TEGUMENTO

    O tegumento é dividido em: 

  • Membrana basal: camada de polissacarídeos secretada por células sanguíneas 

  • Epiderme: camada de células poligonais e epiteliais secretoras, intremeadas com células especializadas de vários tipos. A epiderme é responsável pela formação de toda a cutícula

  • Cutícula: é formada pelo material secretado da células epidérmicas e depositado na superfície externa, que se solidifica, formando o exoesqueleto. A cutícula se divide em epicuticula ou cutícula não quitinosa, procutícula ou cutícula quitinosa. 
                             - Epicutícula: camada de polifenóis e ceras, derivadas de células epidérmicas. Não há                                                          presença de quitina e tem função de proteção contra a desidratação                                                                principalmente durante a ecdise.

                              - Procutícula:  É composta pela exocutícula e endocutícula, tendo ambas em sua                                                              composição a quitina, combinadas ao complexo proteico, que                                                                    confere dureza e rigidez características dos insetos. 








1.2.1 ECDISE

    É o processo em que ocorre a mudança do tegumento dos artrópodes, com controle hormonal. Durante a ecdise as células epidérmicas se tornam aumentadadas  e se separam da cutícula velha, através de processos citoplasmáticos. 

    inicialmente, ocorre a separação da epiderme do exoesqueleto. Células da epiderme passam a sofrer sucessivas mitoses e tornam-se altas devido à intensa atividade metabólica em seus citoplasmas. Então, já tem início a produção do exoesqueleto novo (representado por sua epicutícula) no estreito espaço surgido entre a epiderme e a porção mais basal da endocutícula do exoesqueleto velho.

    Essa epicutícula é permeável tanto à passagem das enzimas proteolíticas produzidas pela epiderme como aos componentes que estão no líquido exuvial e sujeitos a reabsorção pelo animal para incorporação ao exoesqueleto novo em produção; outros tantos elementos do líquido exuvial acabam caindo na hemolinfa.

    A endocutícula do exoesqueleto velho vai sendo progressivamente digerida enquanto a pró-cutícula nova vai sendo secretada. Esse antagonismo persiste até ocorrer a muda. O espaço existente entre os dois exoesqueletos é preenchido pelo líquido exuvial (composto de água + enzimas proteolíticas secretadas pela epiderme + componentes da endocutícula do exoesqueleto velho que está sendo digerido, como as moléculas de quitina).

    Ao final da muda, o exoesqueleto novo está formado em sua grande parte, o exoesqueleto velho está relativamente fino e bastante frágil ao longo das linhas de fratura, mas nada é notado externamente no animal, que continua ativo, alimentando-se, locomovendo-se etc. Toda a intensa atividade metabólica (evidenciada pelo aumento do número de corpos celulares na hemolinfa na pós-muda, em operação no corpo do animal, está mascarada pela presença do exoesqueleto velho que permanece aparentemente intacto, inalterado.



        Ecdise de uma cigarra






                              
                            

MORFOLOGIA EXTERNA DOS INSETOS - TÓRAX E ABDOME

 MORFOLOGIA EXTERNA DOS INSETOS 


1. TÓRAX

        É a segunda região do corpo do inseto, que apresenta os apêndices locomotores dos insetos, as pernas e asas. O tórax é formado por 3 segmentos, sendo eles o protórax que está unido a cabeça, o mesotórax segmento mediano e o metatórax que se liga ao abdome. No protórax é possível observar o primeiro par de asas e há ausência de asas. 

    No mesotórax e metatórax em cada um deles, geralmente  há um par de asas e um par de pernas. Na fase adulta todos os insetos possuem seis pernas e em relação a presença de asas podem ser ápteros (não terem asas), dípteros(duas asas) e tetrápteros (quatro asas). 

    O corpo dos insetos é revestido por uma camada quitina, que forma o exoesqueleto e confere proteção aos insetos. Essa camada de quitina não é contínua, se tornando flexível e membranosa nas articulações e espessa nas demais partes.


1.1 PERNAS 

    São apêndices locomotores terrestres ou aquáticos. As pernas além da locomoção são adaptadas para escavar o solo, coletar alimentos, realizar predação etc. Em cada segmento torácico há um par de pernas. 

1.1.2 ESTRUTURAS DE UMA PERNA TÌPICA

  • Coxa: é curta e grossa, articulando-se ao tórax por meio da cavidade coxal
  • Trocanter: segmento curto entre a coxa e o fêmur. 
  • Fêmur: Parte mais desenvolvida, fixando-se ao trocanter e às vezes diretamente à coxa. 
  • Tíbia: Segmento quase tão longo quanto o fêmur e pode apresentar espinhos e esporões 
  • Tarso: Porção articulada, costituída por artículos denominados tarsômeros que variam de 1 a 5.  


1.1.3 TIPOS DE PERNAS 

  • Ambulatórias: sem modificação em nenhuma das partes, próprio de quase todos os insetos e são adaptadas para andar ou correr. Geralmente as pernas protorácicas são mais curtas , as mesotorácicas medianas e as metatorácicas mais longas. è o tipo de pernas das baratas, moscas, diversos besouros, borboletas e mariposas, formigas ente outros. 

  •  Saltatórias: tem o fêmur e  a tíbia bastante desenvolvidos e alongados, funcionando como uma alavanca que impulsiona o inseto para frente. Gafanhotos, grilos , esperanças, pulgas e alguns besouros possuem pernas posteriores desse tipo. 

  • Natatórias: pernas adaptadas para insetos de hábito aquático, com adaptação mais acentuada nos tarsos posteriores, que assumem a forma de um remo. O fêmur, a tíbia e o tarso são achatados e geralmente tem a margem com pêlos que ajudam a locomoção na água. Baratas d'água e besouros aquáticos possuem pernas natatórias.

  • Prensoras: possui o fêmur desenvolvido com um sulco, onde se aloja a tíbia recurvada. Servem para prender as presas (insetos ou outros animais) entre o fêmur e a tíbia. É o primeiro par de pernas das baratas d1água. 

  • Raptatórias: o fêmur e a tíbia são adaptados com dentes e espinhos para apreender as presas, geralmente outros insetos. São as pernas anteriores dos louva-a-deus. 

  • Fossoriais ou escavatórias: tarso modificado ou tíbia em forma de lâmina larga e denteada para escavar o solo. São pernas de insetos com hábito subterrâneo. 

  • Escansoriais: tíbia e tarso com um formato específico para agarrar o pelo ou cabelo do hospedeiro, para sua fixação. São os 3 pares de pernas dos piolhos hematófagos.

  • Coletoras: servem para recolher e transportar os grãos de pólen. 

  • Adesivas: modificação de alguns tarsômeros das pernas anteriores que são dilatados e pilosos, formando uma ''ventosa''. 







1.2 ASAS

   1.2.1 TIPOS DE ASAS

  • Membranosas: asa fina e flexível com as nervuras bem distintas. A maioria dos insetos possuem assas desse tipo. Pode ser coberta por pelos ou escamas. 

  • Tégmina: asa anterior com aspecto pergaminhoso ou coriáceo e normalmente estreita e alongada.

  • Hemiélitro: possuem uma parte basal dura e uma parte apical flexível onde estão as nervuras. Típica dos percevejos.

  • Élitro: asa anterior dura, que recobre a asa posterior do tipo membranosa. Típica dos besouros e tesourinhas.

  • Balancins ou halteres: as asas  anteriores são atrofiadas e as anteriores são do tipo membranosa. Possuem a função de equilíbrio do inseto. Moscas, butucas, pernilongos, varejeiras possuem balancins.

  • Franjada: asa alongada com longos pelos na laterais. Tripes , microcoleópteros, microimenópteros tem asa franjada.

  • Lobada: a margem da asa acompanha as nervuras formando lobos, parecendo que a asa foi partida ou dividida. Microlepidópteros possuem asa lobada.











Asa franjada de um tripes





Asa lobada




2. ABDOME


    É a terceira região do corpo dos insetos, que se caracteriza pela segmentação típica, simplicidade de estruturas e ausência de apêndices locomotores nos adultos. Apesar da aparência simples, o abdome é uma região onde contém as víceras e onde ocorre os movimentos respiratórios (espiráculos).
    Em fase larval (lepidópteros) ou ninfa algumas espécies possuem pernas abdominais para auxiliar na locomoção, mas na fase adulta são inexistentes. 

2.1 TIPOS DE ABDOME 


  • Sésil ou aderente: Abdome se liga ao tórax em toda sua largura. Ex.: baratas , gafanhotos, besouros.

  • Livre: Constrição pouco evidente na união do abdome com o tórax. Ex.: moscas, abelhas, borboletas.

  • Pedunculado: Constrição evidente no segundo ou terceiro segmento abdominal. Ex.: formigas e vespas


























quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

MORFOLOGIA EXTERNA DOS INSETOS - CABEÇA

 

MORFOLOGIA EXTERNA DOS INSETOS

 

CABEÇA

 

Na cabeça dos insetos é possível observar os apêndices fixos, os olhos e ocelos e os apêndices móveis que são as antenas e as peças bucais.

 

1) APÊNDICES FIXOS

a) OLHOS COMPOSTOS

A grande maioria dos insetos adultos possui dois olhos compostos, situados na parte dorso-lateral da cabeça. Os olhos podem ter vários formatos, podendo ser ovais, arredondados, reniformes, convexos, entre outros. São chamados de olhos compostos porque são formados por inúmeras estruturas circulares ou hexagonais, as lentes de unidades visuais chamadas de omatídeos. Cada omatídeo funciona como um olho bem pequeno.

O número de omatídeos vai variar de acordo com a espécie e o comportamento dos insetos. Por exemplo dentro de uma colônia de formigas do gênero Solenopsis, as operárias que vivem abaixo da superfície do solo, possuem de 6 a 9 omatídeos, ao passo que os machos alados que saem das colônias para voos nupciais, possuem 400 omatídeos. Há insetos que não apresentam olhos compostos como acontece em algumas espécies de cupins.

 


 

 

b) OLHOS SIMPLES

 

            Algumas espécies possuem além dos olhos compostos, olhos simples(geralmente possuem 3 olhos simples). Os ocelos dos olhos simples são semelhantes a constituição de um omatídeo, com a diferença da córnea ser circular e convexa.


2) APÊNDICES MÓVEIS

2.1 ANTENAS

Todos os insetos adultos possuem um par de antenas. As antenas são apêndices sensoriais que conferem aos insetos os sentidos tato, olfato, audição e paladar. Cada espécie pode possuir uma modificação nas antenas, se especializando em um ou mais sentidos. Ainda as antenas podem desempenhar funções de equilíbrio e auxiliar os machos a segurar a fêmea durante a cópula.

 

ESTRUTURAS DE UMA ANTENA TÍPICA

 

·         Escapo: articula-se à cabeça através de uma parte basal mais dilatada

·         Pedicelo: Geralmente é curto, mas as vezes é mais dilatado para abrigar o órgão de Johnston, responsável pela audição

·         Flagelo: O flagelo é a parte que mais varia de acordo com as espécies

           

2.1.2 TIPOS DE ANTENAS

 
              

      ·         Filiforme: Todos os artículos são semelhantes em tamanho, ligeiramente alongados e se parecem com um fio. É considerado o tipo mais primitivo. Esperanças e baratas possuem antenas filiformes.

·         Moniliforme: Possuem segmentos arredondados, semelhantes a um colar de contas. É encontrada em cupins e algumas espécies de besouros.

·         Clavada: O flagelo termina em uma dilatação que se parece com uma clava. É a antena típica das borboletas.

·         Capitada: É uma antena semelhante a clavada, porém com a clava bastante dilatada. Encontrada em várias espécies de besouro.

·         Imbricada: Possui os artículos em formato de taças, com a base de cada um encaixado no ápice do outro. Encontrada em besouros.

·         Fusiforme: Possui artículos medianos, dilatados dando a antena aspecto de fuso. Típica de espécies da família Hesperidae – Lepidopteros de hábito noturno.

·         Serreada ou Biserreada: Artículos com expansões de formato pontiagudo em um ou ambos os lados, parecidos a uma serra. É a antena típica dos besouros da família Buprestidae.

·         Denteada ou Bidenteada: Artículos com expansões arredondadas, em formato de dentes. Pode ser encontrada em espécies de vagalumes.

·         Estiliforme: Extremidade apical do flagelo em formato de estilete, curvado ou reto. Típica de espécies de dípteros e de Sphingidae (mariposas).

·         Plumosa: Flagelo com muitos pêlos que recobrem todos os artículos, se parecendo com uma pena ou pluma. É a antena típoca dos pernilongos.

·         Flabelada: Possuem expansões laterais em formato de lâmina ou folhas. Ocorre em algumas espécies de besouros e microimenópteros.

·         Setácea: Os antenômeros diminuem de diâmetro da base para a extremidade da antena. É comum dentre os gafanhotos e serra-paus.

·         Furcada: Antenômeros do flagelo são dispostos em dois ramos, no formato da letra Y. Encontrada em alguns microimenópteros.

·         Pectinada: Os artículos possuem expansões laterais longas e finas, se parecendo a um pente. Comum em mariposas.

·         Lamelada: Os 3 últimos antenômeros são expandidos lateralmente formando lâminas que se sobrepõem. São antenas típicas dos besouros da família Scarabeidae.

·         Geniculada: Possui escapo longo, pedicelo e artículos do flagelo dobrando em ângulo, parecendo um joelho. Encontrado em formigas , abelhas , vespas e mamangavas.

·         Aristada: Flagelo longo com um artículo globoso e com uma cerda (pêlo), denominada arista. É a antena típica das moscas.

·         Composta: Formada pela combinação de uma antena geniculada com outro tipo, por exemplo genículo-clavada.

 

 

2.2 PEÇAS BUCAIS

            O aparelho bucal é composto por oito partes e sua morfologia vai depender bastante de espécie para espécie de acordo com o hábito alimentar  adquirido ao longo da evolução. Há insetos que se alimentam de nutrientes sólidos e outros que se alimentam de líquidos, assim há vários tipos de aparelhos bucais.

 

·        -  Mandíbulas: são duas peças do aparelho bucal, responsáveis por triturar, cortar, moer, perfurar, modelar e transportar. São bastante modificadas em cada espécie, devido aos hábitos alimentares.

·        -  Maxilas: são duas peças auxiliares das mandíbulas durante a alimentação. Cada maxila é formada por várias peças, algumas com funções táteis e gustativas ou função mastigadora.

·      -   Lábio Inferior: Possui função tátil e retenção de alimentos.

·      -   Lábio superior: Possuem função sensorial.

·       -  Epifaringe: Possui função gustativa.

·        -  Hipofaringe: Possui função gustativa e tátil , apresentando a função de canal salivar em muitos insetos.

 

2.2.1 CLASSIFICAÇÂO DOS APARELHOS BUCAIS

 

·       -   Triturador ou mastigador: Apresenta todas as 8 peças bucais e tem a função de triturar e mastigar os alimentos.

·        -  Sugador labial ou picador-sugador: O lábio se transforma em um tubo denominado rostro ou bico, que aloja estiletes. A sucção do alimento é feita pelas mandíbulas, epifaringe e hipofaringe. As maxilas possuem extremidades serreadas com função perfuradora. De acordo com o número de estiletes o inseto pode ser diqueta, triqueta, tetraqueta e hexaqueta. 



dd




· - -   Sugador maxilar: A modificação ocorre somente na maxila, sendo as demais peças alongadas. Encontrado somente nos lepidópteros.



·         - Lambedor: As mandíbulas são adaptadas para furar, cortar, transportar ou moldar cera. O inseto possui uma espécie de língua, com a qual retiram o néctar das flores. É comum em abelhas e mamangavas.








terça-feira, 12 de janeiro de 2021

AS JOANINHAS E SUA IMPORTÂNCIA

A FAMÍLIA COCCINELLIDAE (COLEOPTERA)

 

INTRODUÇÃO

         Os coccinelídeos são besouros da ordem coleóptera, são popularmente chamados de joaninhas. É uma família muito conhecida e apreciada por todos devido a suas características morfológicas e seus hábitos alimentares como presença de hélitros (asas) de diversas cores, algumas possuem manchas negras ou amareladas, formato arredondado e predam diversas espécies de insetos fitófagos (que se alimentam de plantas).

           

CICLO DE VIDA

Os Coccinelídeos possuem metamorfose completa, ou seja, até chegar em sua fase adulta estes insetos sofrem mudanças de formas. Essas formas são: Ovo, larva, pupa e adulto.

Os ovos são (fruto da reprodução sexuada entre machos e fêmeas) ovais e de coloração que varia do amarelado ao avermelhado. São colocados em diferentes locais em massa(vários ovos juntos) ou de forma isolada na superfície de folhas, próximas a colônias de presas e até sob carapaças de cochonilhas que foram consumidas. Em um ciclo reprodutivo, a fêmea pode colocar de 10 a mais de 1000 ovos.

Após um período que varia entre 4 a 10 dias a eclosão dos ovos as larvas se alimentam do cório (casca dos ovos) dos ovos que já tiveram as larvas eclodidas, de ovos que o embrião ainda está em desenvolvimento ou até de larvas mais novas. O comportamento de canibalismo observado nesses insetos é frequente e considerado importante para garantir a sobrevivência da espécie em períodos de baixa ocorrência de insetos presas no meio ambiente, o que diminui a concorrência por alimento e ainda seleciona os indivíduos mais adaptados ao habitat. As larvas são do tipo campodeiforme (possuem 3 pares de pernas torácicas alongadas), são adaptadas para serem ágeis para buscar suas presas e em geral passam por 4 a 7 instares (estágios de desenvolvimento que ocorrem as mudas). Uma curiosidade sobre as larvas desses insetos é que através de glândulas secretoras localizadas nas pernas ocorre a liberação de uma substância amarelada e com gosto ruim, sendo uma defesa contra os inimigos naturais que podem ser aves outros insetos e artrópodes.

Após as mudas das larvas, período que pode variar de 7 até 20 dias, ocorre a formação da pupa que se cobre parcial ou totalmente pela exúvia (exoesqueleto) do último estádio larval. É do tipo livre ou exarada (que possui os apêndices como antenas e pernas visíveis e afastados do corpo) e podem apresentar movimentos quando perturbadas. O inseto permanece nessa fase por cerca de 10 dias dependendo das condições de temperatura e umidade, até a emergência do adulto.

Ao emergirem da pupa, o adulto apresenta coloração clara, com as características de cada espécie. Gradualmente os élitros vão adquirindo a coloração assim como a espessura e a dureza que os indivíduos dessa ordem apresentam. Após adquirir a coloração normal os adultos iniciam sua atividade predatória, atacando a primeira presa que esteja à vista, mesmo que essa não seja o alimento ideal.  










AMBIENTES DE OCORRÊNCIA 

Os coccinelídeos podem viver em ambientes restritos ou terem a capacidade de sobreviver em uma ampla variedade de condições ambientais. Por exemplo as espécies Adalia bipunctata L., Coccinella septempunctata Mulsant e Cycloneda sanguínea (L.) são joaninhas que estão presentes em diversos habitats e se alimentam de muitas espécies de afídeos (pulgões, cochonilhas, psilídeos) enquanto as espécies Coccidophilus citrícola e Pentilia egena estão restritas em pomares citrícolas. Esses insetos normalmente não permanecem em um determinado local o ano todo, devido a mobilidade de suas presas, vivendo sempre em busca de hábitats melhores para continuar o ciclo de vida.

 



HÁBITO ALIMENTAR 

         O comportamento alimentar apresentado pelos coccinelídeos é bastante estudado, visto que são muito importantes no controle de pragas agrícolas, sendo agentes quem mantem esses insetos em um nível que não causam prejuízos e reduzem a necessidade do uso de inseticidas  em lavouras comerciais, hortas caseiras e jardins.

            Os coccinelídeos predadores possuem uma ampla cadeia de alimentos aceitáveis. Além de se alimentarem de insetos da ordem Hemiptera ( pulgões cochonilhas, psilídeos entre outras espécies), podem se alimentar de ácaros, fungos, fases jovens das ordens Lepidoptera, Coleoptera, Hymenoptera, Diptera e Thysanoptera. Entre as diferentes espécies de coccinelídeos há uma categoria de alimento predominantemente preferível. O que torna as joaninhas um inseto bastante usado no controle biológico de pragas em áreas de cultivo agrícola é o fato deste inseto ser voraz, podendo consumir mais de 50 pulgões por dia.

            Para consumir suas presas, as joaninhas adultas permanecem sobre o corpo do seu alimento ou saem voando em busca de suas presas até captura-las e utilizam suas mandíbulas para consumir o corpo desses insetos.






















ECOLOGIA DE INSETOS - INSETOS HERBÍVOROS

 ECOLOGIA DE INSETOS - INSETOS HERBÍVOROS     Mais de 50% das espécies de insetos existentes se alimentam de plantas. Essas espécies de inse...