1. ANATOMIA INTERNA E FISIOLOGIA - TEGUMENTO E ECDISE
A anatomia interna e fisiologia explicam a forma e o funcionamento dos órgãos, sistemas e aparelhos. Para compreender anatomia e fisiologia, estuda-se o tegumennto, aparelho digestivo e sistema de excreção, aparelho circulatório, respiratório, reprodutor, nervoso, órgãos sensoriais, sistema muscular e glandular.
1.1 TEGUMENTO OU EXOESQUELETO
Serve de interface entre o inseto e o meio ambiente. As principais funções do tegumento são: promover proteção mecânica, química e biológica, evitar peda excessiva de água, possibilitar sustentação de músculos e órgãos e servir de ponto de ligação às pernas, asas e demais apêndices.
1.2 ESTRUTURA GERAL DO TEGUMENTO
O tegumento é dividido em:
- Membrana basal: camada de polissacarídeos secretada por células sanguíneas
- Epiderme: camada de células poligonais e epiteliais secretoras, intremeadas com células especializadas de vários tipos. A epiderme é responsável pela formação de toda a cutícula
- Cutícula: é formada pelo material secretado da células epidérmicas e depositado na superfície externa, que se solidifica, formando o exoesqueleto. A cutícula se divide em epicuticula ou cutícula não quitinosa, procutícula ou cutícula quitinosa.
inicialmente, ocorre a separação da epiderme do exoesqueleto. Células da epiderme passam a sofrer sucessivas mitoses e tornam-se altas devido à intensa atividade metabólica em seus citoplasmas. Então, já tem início a produção do exoesqueleto novo (representado por sua epicutícula) no estreito espaço surgido entre a epiderme e a porção mais basal da endocutícula do exoesqueleto velho.
Essa epicutícula é permeável tanto à passagem das enzimas proteolíticas produzidas pela epiderme como aos componentes que estão no líquido exuvial e sujeitos a reabsorção pelo animal para incorporação ao exoesqueleto novo em produção; outros tantos elementos do líquido exuvial acabam caindo na hemolinfa.
A endocutícula do exoesqueleto velho vai sendo progressivamente digerida enquanto a pró-cutícula nova vai sendo secretada. Esse antagonismo persiste até ocorrer a muda. O espaço existente entre os dois exoesqueletos é preenchido pelo líquido exuvial (composto de água + enzimas proteolíticas secretadas pela epiderme + componentes da endocutícula do exoesqueleto velho que está sendo digerido, como as moléculas de quitina).
Ao final da muda, o exoesqueleto novo está formado em sua grande parte, o exoesqueleto velho está relativamente fino e bastante frágil ao longo das linhas de fratura, mas nada é notado externamente no animal, que continua ativo, alimentando-se, locomovendo-se etc. Toda a intensa atividade metabólica (evidenciada pelo aumento do número de corpos celulares na hemolinfa na pós-muda, em operação no corpo do animal, está mascarada pela presença do exoesqueleto velho que permanece aparentemente intacto, inalterado.


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